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PASSO A PASSO: SAIBA COMO O TREINAMENTO DE EPI DEVE SER FEITO

O que é e por que fazer o treinamento de EPI?

Antes de usar qualquer ferramenta nova para nossa realidade, precisamos sempre de um treinamento para entender como ela funciona. Assim fica bem mais fácil para manusear, não é mesmo? Pois com os EPIs essa máxima também vale.

Alguns equipamentos de segurança, como a linha de vida, não são tão fáceis de utilizar. Por isso, pode ser que, em situação de risco, o colaborador provoque acidentes, ainda que esteja bem protegido por EPI — já que, no caso, ele não estaria sendo empregado de forma adequada.

Além disso, há ainda uma grande dificuldade de conscientizar os trabalhadores sobre o uso dos equipamentos. Para ter a garantia de que os materiais fornecidos realmente apresentam eficiência, a empresa deve disponibilizar o treinamento adequado.

Como fazer o treinamento de EPI?

O treinamento exige estruturação de acordo com a realidade da empresa e colaboradores. No entanto, sugerimos que enfatize os pontos a seguir, modificando apenas o que for diferente, como os tipos de EPI que variam a depender da atividade. Veja.

Riscos de não utilizar os EPIs

Inicie explicando a importância dos EPIs e o risco existente caso eles não sejam utilizados ou haja mau uso. É interessante sempre se valer de vídeos e exemplos para ilustrar as situações de perigo, que podem ir desde um corte no dedo até mesmo à perda de algum membro do corpo.

Para chamar ainda mais atenção aos perigos, mostre alguns dados sobre os acidentes no trabalho no ano de 2018, no Brasil:

  • aconteceram 623,8 mil acidentes somente envolvendo profissionais com vínculo de emprego formal;
  • 2 mil acidentes registraram óbito.

Tipos de EPI e suas funções

Especifique todos os EPIs utilizados pela equipe que está recebendo o treinamento, para que saibam como manuseá-los e qual a função de cada um deles. Os mais comuns são os seguintes:

  • luvas — protegem as mãos e dedos de cortes, agentes químicos e perfurações;
  • óculos — defendem contra partículas sólidas, luminosidade e trabalho com solda;
  • calçados — dão maior aderência e protegem pernas, pés e dedos contra esmagamentos em caso de queda de objetos, cortes, perfurações, choques elétricos e agentes químicos;
  • abafador de ruídos — geralmente, serve para combater problemas auditivos de longo prazo;
  • capacetes — podem atuar no isolamento elétrico, contra o deslizamento de líquidos, quedas e impactos de objetos.

Certificado de Aprovação

Explique a respeito do papel do colaborador como observador: o Certificado de Aprovação (CA) de seus EPIs deve estar sempre dentro do prazo, já que consiste na garantia que ele tem sobre a qualidade do aparelho.

O CA significa que o EPI foi produzido segundo as normas do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho (DSST).

Legislação

A lei Nº 6.514/77, no art. 158, declara que a utilização do EPI por parte do trabalhador é obrigatória, podendo resultar em demissão por justa causa no caso de não cumprimento. Além disso, algumas normas regulam o uso de EPI:

  • NR 01;
  • NR 06;
  • NR 10;
  • NR 26;
  • NR 32.

É essencial citar essas normas e abordar os pontos mais relevantes. Deixe claro que tudo está descrito nelas, para que em caso de dúvidas, além do setor de saúde e segurança do trabalho, as pessoas também possam consultar as NRs para entender sobre os equipamentos, direitos e obrigações do empregador.

Periodicidade de higienização e conservação dos EPIs

Nesse momento, ressalte a obrigação do empregador disponibilizar equipamentos novos e de boa qualidade. Porém, cabe ao funcionário prezar pela garantia da sua conservação, evitando danos e mantendo o trabalhador seguro.

Portanto, é importante ter cuidado ao guardar e limpar os EPIs, buscando seguir orientações de higienização do EPI, como:

  • lave sempre à mão;
  • a depender do material, apenas passe um pano úmido;
  • preste atenção na quantidade de lavagens no mês;
  • certifique-se sempre de que os equipamentos estão bem enxutos antes de guardar. 

Como fazer com que o treinamento seja eficiente?

Ao treinar os colaboradores para o uso de EPIs, é importante seguir alguns passos. Falamos sobre eles na sequência. Acompanhe!

Conheça seu público

É importante entender quem é seu público-alvo. Para isso, questione coisas como “qual o nível de formação dos ouvintes?” ou “quais são as atividades desempenhadas por eles?”. Assim, você identifica a melhor linguagem para que o quadro de empregados absorva integralmente o conteúdo da explicação.

É essencial focar em um treinamento de EPI de qualidade e dinâmico, interagindo com o público para que não se torne cansativo. Lembre-se de que só é preciso mencionar temas que competem àqueles colaboradores. Nesse caso, menos é mais. 

Faça uma campanha

Ainda no treinamento, não deixe de lançar uma campanha de conscientização, a fim de promover o bom uso do EPI.

Vale de tudo para incentivar a segurança no trabalho, desde ações maiores, como a SIPAT, até cartazes espalhados pelos corredores da empresa. O que importa mesmo é não deixar o colaborador esquecer do que foi aprendido no treinamento.

Quais as consequências de não realizar o treinamento?

Muitas vezes, o trabalhador alega não utilizar o EPI por ser desconfortável. O que pode estar ocorrendo, na verdade, é o mau uso do equipamento. Por isso, deixar de realizar treinamentos significa negligenciar a segurança da sua equipe, pois ela não está sendo instruída para o manuseio.

Além disso, por consistir em uma obrigação prevista na NR 6, o seu descumprimento pode gerar futuros processos trabalhistas relacionados à saúde e segurança no trabalho para a empresa — o que demanda um investimento bem mais alto do que o treinamento.

Conscientizar e fazer o treinamento de EPI adequado com os trabalhadores resulta em uma série de benefícios tanto para a empresa quanto para o colaborador. Então, não deixe de investir nesse tipo de ação educativa e colha os frutos dela.

Agora que você está por dentro do assunto, aproveite a visita ao blog e saiba por que usar EPI!

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